Depois de ver as palavras “mate todos” no painel digital de um elevador, um corretor de imóveis de 42 anos de idade mata quatro pessoas, apenas com as mãos. O xerife local, chamado Spencer, diz a Mulder que é o décimo sétimo caso semelhante, de um total de 22 assassinados numa área “que tinha registrado apenas três assassinatos desde os tempos coloniais”. Mulder fica perplexo quanto às possíveis causas, mas encontra um resíduo no dedo do criminoso, e observa que um aparelho eletrônico tinha sido sempre destruído em cada cena desses misteriosos assassinatos. Depois que uma residente da área, a sra. McRoberts, mata um mecânico, reagindo a uma mensagem semelhante (“Ele vai estuprar você. Ele vai matar você. Mate-o primeiro”), Mulder e Spencer vão para a casa dela, para investigar. Quando ela tenta apunhalar Mulder, Spencer dispara contra ela, e um exame do cadáver revela que os seus níveis de adrenalina estavam 200 vezes acima do normal, com as glândulas supra-renais mostrando sinais de cansaço, além de um elemento desconhecido. Scully sugere que a combinação de todos esses fatores cria uma substância e uma reação semelhantes ao LSD. Mais tarde Mulder vê um caminhão lançando moscas mortas na sarjeta. Mulder procura ajuda dos Pistoleiros Solitários, que lhe contam sobre o LSDM – um inseticida experimental que funciona como feromônio natural, provocando uma reação de medo entre os insetos. Quando Mulder investigava pelo campo naquela noite, um helicóptero silencioso lança sobre ele um spray, e um funcionário público da cidade admite que o produto químico vem sendo usado. Mulder sugere que alguém, ou alguma coisa, está mandando mensagens subliminares através dos painéis eletrônicos dos aparelhos, exacerbando fobias naturais, já ampliadas pelos produtos químicos – submetendo toda aquela área a uma experiência controlada.

Uma busca os leva a Ed Funsch, empregado dos Correios que fora despedido e que tem sido perturbado pelas mensagens eletrônicas desde o princípio. Funsch sobe a uma torre do colégio local, atirando indiscriminadamente com um rifle. Mulder consegue detê-lo, depois que Funsch diz que “eles” não o deixam em paz. Enquanto o suspeito está preso, Mulder apanha seu telefone celular. Ele olha estarrecido para o painel, que diz: “tudo acabado, bye bye”. Seja quem for a pessoa ou a coisa que estava realizando a experiência, ela agora está aparentemente encerrada.

Sangue também representa um daqueles episódios onde conceitos divergentes foram conciliados e combinados para se transformarem em uma hora que acabaria sendo das mais assustadoras. Os roteiristas Glen Morgan e James Wong partiram de uma simples anotação, “trabalhadores dos Correios”, e combinaram isso com o falatório geral que havia no sul da Califórnia sobre o uso de Malathion (as autoridades tinham lançado o pesticida no ar, usando helicópteros, para erradicar a mosca da fruta, alarmando muitos moradores da área que não aceitaram os argumentos oficiais de que a substância era totalmente inofensiva para os seres humanos, embora pudesse destruir a pintura dos carros).

Morgan também se lembra de ter visto uma matéria no programa jornalístico de televisão 20/20 sobre estudos realizados na década de 50 com DDT, enquanto Chris Carter tinha manifestado interesse em produzir alguma coisa com referência a painéis eletrônicos digitais. “Sempre tentamos fazer com que as coisas mais comuns sejam assustadoras”, disse Morgan, particularmente objetos como aparelhos de fax ou telefones celulares, que são relativamente novos no mundo moderno. Morgan também admite não ter a mínima idéia do que, ou quem poderia estar transmitindo as mensagens subliminares, e nem se importa com isso, deixando que os próprios telespectadores se preocupem com esse aspecto do programa.

A transmissão final, “tudo acabado, bye bye”, acabou servindo a um duplo propósito, sendo também usada como tomada final do rolo de filme com os bloopers (os erros de gravação e brincadeiras cometidas em Arquivo X). A cena de clímax do atirador na torre foi filmada na Universidade da Columbia Britânica.

* Os dispositivos que comandam as vítimas para “matar todos eles” foram ativados de fora das câmeras, por Ken Hawryliw e sua equipe. Aparelhos normais não têm nem brilho nem mostradores grandes o suficiente para serem vistos pela câmera. O microondas com o qual a sra. McRoberts lida em sua cena com Mulder era na verdade uma réplica.

Faltam 181 dia para o retorno de Arquivo X

Geminiano em todos os aspectos, amante do suspense e mistério em todas as formas do entretenimento. Como um bom fã de Stephen King levo em meu coração as palavras de um pistoleiro a procura do seu Katet. "Eu não mato com a arma; Aquele que mata com a arma esqueceu o rosto do pai. Mato com o coração."