Embora sua sinopse seja meio “nhe”, Preservation é um dos melhores filmes de suspense que vejo em muito tempo, cheio de reviravoltas inteligentes Christopher Denham (diretor e roteirista), deixa claro que filmes indies são a nossa esperança para novidades no cinema.

Preservation não deixa a peteca cair em momento algum. Mesmo durante as cenas explosivas, Denham se preocupa com a construção dos seus 3 personagens principais: Sean (Pablo Schreiber), um veterano da Guerra do Afeganistão que usa a bebida para manter distante suas recordações sombrias; Mike (Aaron Staton), seu irmão (bromance) empresário da Workaholic, que se mantém conectado a qualquer custo, mesmo durante um final de semana; e Wit (Wrenn Schmidt), a esposa de Mike, um anestesista experiente que corajosamente se junta a seu marido e “irmão” em uma viagem de caça, apesar de ser uma vegan fotografa os alvos vivos para recordação .

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Diálogos falando de sobrevivência e a ignorância humana do tipo “O Homem é o único animal que mata porque é divertido” deixam uma reflexão interessante para quem assiste. O que os três não esperavam era uma suposta companhia em sua jornada. 

Denham astutamente entrelaça o filme com muito visual de estilos conhecidos como Sexta Feira 13, Bruxa de Blair, além de uma pitada de muitos outros colocando no chão qualquer expectativa com uma surpreendente reviravolta(sem spoilers), que sinceramente me deixou com vontade de aplaudir de pé.

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Apesar de algumas partes existir um humor pastelão o cenário de Denham serve como um modelo eficiente para um drama de sobrevivência e adrenalina que prendem o espectador na cadeira sem esquecer o horror em nenhum momento.

Preservation mostra que ainda existe esperança no cinema, esperamos filmes com orçamentos maiores utilizando esta mesma fórmula para felicidade de todos, não é?

Sem data prevista para aparecer por aqui o jeito mesmo e tentar achar em festivais. 🙁

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Geminiano em todos os aspectos, amante do suspense e mistério em todas as formas do entretenimento. Como um bom fã de Stephen King levo em meu coração as palavras de um pistoleiro a procura do seu Katet. "Eu não mato com a arma; Aquele que mata com a arma esqueceu o rosto do pai. Mato com o coração."