Lembrando o pesadelo que foi criado por Wes Craven em A Hora do Pesadelo(1986), apresentando um dos maiores ícones do horror Freddy Krueger, onde um simples adormecer é encarar a morte levando os personagens (e nós por um tempo) a viver a base de cafeína. Faça o que fizer, não durma. Foi nesse universo que Andy Muschietti colocou esta releitura do best seller de Stephen King, IT – A Coisa, me arrisco a dizer que é mais aterrorizante.

Alerta de Spoiler

IT começa em 1988 com dois irmãos, Georgie (Jackson Robert Scott) e Bill Denbrough (Jaeden Lieberher), respectivamente, fazendo um barco de papel juntos. Georgie decide brincar com seu novo barquinho na tempestade, um ótimo tempo para ele navegar em correntes de águas até cair em um bueiro. Ao tentar resgatar seu barquinho, Georgie é apresentado a Pennywise (Bill Skarsgård). O Pennywise de Skarsgård é caloroso e mortal, o tipo de palhaço que você se sente desconfortável de estar perto. Mesmo desconfiado, Georgie ignora o fato de não se sentir seguro aproximando-se do bueiro onde Pennywise o segura e se transforma em um monstro que arranca seu braço e o arrasta para o esgoto. Isso já nos mostra que IT – A Coisa veio com a promessa de ser viceral e sem piedade, afinal, todas as cartas estão na mesa.

Este é o início de toda jornada imersiva que a nova versão de IT – A Coisa nos leva a acreditar. Andy Muschietti Conseguiu ser bem mais leal ao livro do que suas adaptações anteriores, transportando o desespero de crianças contra o carniceiro palhaço Pennywise. Tecnicamente o filme tira suspiros de um amante do cinema. O novo roteiro escrito a 3 mãos por Stephen King, Chase Palmer e David Kajganich, se encaixam com toda narrativa que encontramos na veia da leitura das primeiras 425 páginas do livro. Me arrisco a dizer que IT – A Coisa (2017) entra no hall das melhores adaptações da década.

Bill Skarsgård como Pennywise foi a cereja no bolo de toda a mega produção, não vou comparar a versão de 2017 com a adaptação de 1991 feita para a TV que tem Tim Curry por serem produções bem diferentes, cada uma com sua particularidade e brilhantismo. Tim Curry elevou ao máximo o grande personagem do filme, assim como Bill que segurou muito bem a bola, nos apresentando um Pennywise mais introspectivo e maligno, não foi bonito, foi lindo, foi épico.

O elenco mirin composto por Jaeden Lieberher (Bill Denbrough), Finn Wolfhard (Richie Tozier), Jack Dylan Grazer (Eddie Kaspbrak), Sophia Lillis (Beverly Marsh), Jeremy Ray Taylor (Ben Hanscom), Wyatt Oleff (Stanley Uris) e Chosen Jacobs (Mike Hanlon), conquistam o espectador de imediato, nos tornando cúmplices de todos os seus medos, agonias e desesperos.

Esperamos exatos 31 anos (já que a adaptação de Tommy Lee Wallace foi direto para a TV), para acompanhar uma belíssima obra prima do medo nas telonas, um tiro certeiro da Warner Bros Pictures, que vem se aprimorando na arte de nos levar ao medo.

IT – A Coisa não é somente um filme ou uma adaptação. É uma homenagem aos amantes do gênero.

IT – A Coisa chega dia 07 de setembro aos cinemas brasileiros. Filme obrigatório para todos nós, pois sem dúvida, verei outras vezes, ainda essa semana.

Saca só o trailer:

Geminiano em todos os aspectos, amante do suspense e mistério em todas as formas do entretenimento. Como um bom fã de Stephen King levo em meu coração as palavras de um pistoleiro a procura do seu Katet. "Eu não mato com a arma; Aquele que mata com a arma esqueceu o rosto do pai. Mato com o coração."