Para promover a segunda temporada da série de terror Hemlock Grove, do Netflix, vieram ao Brasil para uma série de entrevistas (realmente disputadas, diga-se de passagem) ninguém menos que o diretor Eli Roth e as atrizes Famke Janssen (a malévola Olivia Godfrey) e Madeline Brewer (a novata Miranda Cates).

O evento aconteceu no Hotel Fasano, em São Paulo, no último dia 20 de agosto. Como um dos seletos convidados para a entrevista mais quente do momento, o Zumbicast lá esteve para perguntar às estrelas sobre a série e também sobre suas carreiras e outros projetos. Confira!

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Eli Roth – O dono do carro e Mestre dos Mistérios

Eli abriu a pitoresca sequência de entrevistas com muito bom humor e simpatia, como já parecem lhe ser característicos. Mostrou grande empolgação com tudo o que está havendo neste momento – principalmente em se tratando de sua obra Hemlock Grove.

Segundo ele, o terror que lhe é característico (proveniente de filmes que dirigiu como “Cabana do Inferno” e a torturante série “Albergue”) está lá a encharcar a trama com muito sangue, mas que pelo menos em Hemlock este não é necessariamente o elemento principal – “O que é mais bacana lá é que também temos drama, romance e muitos mistérios… É bem diversificado e dá pra criar muitas coisas, este é o mais bacana.

Roth também mostrou-se extremamente entusiasmado com a receptividade mundial da série. Quando perguntado sobre uma terceira temporada, ele afirmou enfático: “Eu adoraria! Mas isso vai depender inteiramente dos fãs.

Empolgado por estar no Brasil, o diretor, produtor e ator também discorreu um pouco sobre o filme que dirigiu no ano passado, “The Green Inferno”, onde um grupo de ativistas americanos vêm até a Amazônia para ajudar uma tribo indígena supostamente à beira da extinção e acabam nas mãos canibais do mesmo povo que pretendiam salvar (alguém aí falou em “Canibal Holocaust”?). Esta produção ainda está para ser lançada, vamos aguardar!

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Famke Janssen – De X-Men à Vampira Assassina

Após Eli Roth deixar a sala, somos surpreendidos por uma assistente de Famke que vem apressada posicionar um pequeno prato com duas bananas descascadas e uma garrafinha d’água diante da poltrona que a badalada atriz ocuparia. Segundos depois entra a própria – em saltos altos que a fizeram ainda mais esguia e alta que o costumeiro (ela mesma já tem uma estatura invejável, o que lhe rendeu frutos como modelo no passado), cumprimentando à todos e avidamente começando a devorar suas bananas assim que acomodou-se.

Famke demonstrou um pouco menos de empatia que o diretor Eli Roth, mas ainda assim foi muito simpática ao responder à uma batelada de perguntas sobre sua mutante favorita Jean Grey e suas impressões sobre “X-Men”. Tentando trazê-la um pouco mais ao ambiente de Hemlock Grove, lhe perguntei o que ela acha de histórias de terror – “Eu gosto quando elas tem um significado. O terror somente para chocar, assustar e revoltar realmente não é algo para mim, mas servindo de elemento complementar para uma boa história é ótimo”. Confidenciou ainda que seu filme de terror favorito é “O Iluminado”, produção que considera genial.

Sobre Olivia Godfrey, Famke revelou que não gosta nadinha do fato desta sair à matar tantos personagens da série – “Acredito que um pouco de terapia lhe faria muito bem. Ela deveria ficar um pouco mais tranquila” disse entre risos. Famke ainda exemplificou suas ressalvas com o terror apelativo ao falar da última cena da segunda temporada, a qual ela achou “muito além dos limites”.

Muito cautelosa, ela preferiu não palpitar sobre um possível futuro de Olivia na série, apenas enfatizando que será melhor que não lhe peçam para cantar novamente. Ela realmente parece ter detestado a experiência…

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Maddie Brewer – De Prisioneira à amante de Vampiros e Lobisomens

Energética (quase eufórica) e muito bem humorada, Madeline Brewer foi a última a ocupar o assento reservado aos entrevistados. Tal comportamento rendeu a conversa mais divertida da manhã, com a loira a responder todas as perguntas com disparos verbais dos mais animados.

Lógico que Orange is the New Black não poderia ficar de fora da conversa, já que aquela outra série original do Netflix foi a porta de entrada de Madeline para o badalado mundo das celebridades pop. Ao falar do assunto, a moça mostrou-se extremamente grata pela oportunidade que lá teve ao personificar a jovem e problemática Tricia Miller, bem como falou de sua amizade com as demais atrizes que contracenaram com ela no cinzento presídio.

Sobre sua entrada em Hemlock Grove, Madeline disse simplesmente estar adorando representar a tatuada e semi-enigmática Miranda Cates. Contou um pouco sobre como foi-lhe difícil de início contracenar com a pequena filhota de Roman Godfrey e Peter Rumanceck (e não é isso mesmo que aquele bebê representa?), falou sobre o picante relacionamento de sua personagem com a dupla de criaturas sobrenaturais e revelou que não são poucos os “haters” que Miranda já angariou.

Acima de tudo, Maddie está adorando os amigos novos que está fazendo pelo mundo enquanto viaja o globo com os parceiros de Hemlock Grove para promover a série e também pelas redes sociais (afirmou que sua maior fã no Twitter é, inclusive, uma brasileira).

Da mesma forma que Famke, Madeline Brewer não quis arriscar muito sobre o futuro de Miranda na trama – só disse que gostaria muito que sua personagem pudesse ser feliz ao lado do bebê que já considera uma filha.

Uma terceira temporada de Hemlock Grove está à caminho? Bem, ainda parece cedo para afirmar, mas com o grande sucesso que vem conquistando dia após dia pelo mundo todo, eu realmente não apostaria que esta “estadia” foi a última de Olivia, Miranda, Peter, Roman e os demais soturnos personagens desta série que, embora não tenha agradado a critica especializada, arrebatou fãs o suficiente para praticamente garantir o status de cult.

Aqui estão algumas imagens exclusivas dos figurões de HG no paulistano Hotel Fasano, um dos mais nobres da capital.

Lembrando que, tanto a primeira quanto a segunda temporada de Hemlock Grove, já encontram-se disponíveis em HD para os assinantes da Netflix.

Conheça mais sobre a série agora mesmo em nosso review especial!

Sem vocês, este espetacular evento não seria possível:

Equipe Netflix;
Denise Oliveira, Coordenadora Geral do Zumbicast São Paulo;
Zotto Vaz, Diretor Geral do Zumbicast;
Agradecimentos especiais aos amigos Felipe Duarte (suporte e auxílio com o conteúdo e tradução) e Rodolfo Jardim – ambos pelo apoio incondicional.

Geminiano em todos os aspectos, amante do suspense e mistério em todas as formas do entretenimento. Como um bom fã de Stephen King levo em meu coração as palavras de um pistoleiro a procura do seu Katet. "Eu não mato com a arma; Aquele que mata com a arma esqueceu o rosto do pai. Mato com o coração."