A sinopse de Godnight Mommy já é bem convincente: duas crianças, gêmeos, que moram só com a mãe numa casa isolada numa floresta, recebem a matriarca depois que ela se ausentou do lar para fazer uma cirurgia plástica. Ela volta com a face ainda coberta de curativos, instalando um clima bizarro na casa e fazendo as crianças duvidarem de que essa mulher irreconhecível seja mesmo a mãe deles.

A tensão entre as crianças e a mulher misteriosa vai escalando de um jeito tão perigoso, que o trailer nem precisa fazer muito esforço para resumir em dois minutos todas as bizarrices que o filme vai mostrar ao longo de uma hora e meia. Objetos pontiagudos, crianças em perigo e seres rastejantes são só alguns dos elementos explorados (mais uma trilha sonora que parece canção de ninar do Marilyn Manson).

Goodnight_Mommy

Godnight Mommy já foi exibido em alguns festivais de cinema (inclusive no Fantaspoa, em Porto Alegre, onde ganhou o prêmio de melhor roteiro), e os críticos têm sido quase unânimes em colocar a obra como uma das mais originais e perturbadoras do terror recente.

O filme estreia nos Estados Unidos em setembro. Se a empolgação dos críticos americanos se traduzir em uma boa bilheteria, é possível que as distribuidoras do Brasil tragam Goodnight Mommy para os nossos cinemas. Possível, já que estão deixando passar filmes recentes, bem elogiados e de sucesso do gênero, como o espetacular The Babadook (que foi direto para o Netflix) e o muito original A Corrente do Mal, cuja data de estreia já foi adiada três vezes.
Veja trailer e poster de Goodnight Mommy abaixo. Se gostar, comece a fazer barulho na internet para chamar a atenção das distribuidoras. Perder uma pérola dessas na tela grande é muita heresia.

Geminiano em todos os aspectos, amante do suspense e mistério em todas as formas do entretenimento. Como um bom fã de Stephen King levo em meu coração as palavras de um pistoleiro a procura do seu Katet. "Eu não mato com a arma; Aquele que mata com a arma esqueceu o rosto do pai. Mato com o coração."